sábado, 30 de junho de 2012

Filmes favoritos #01 - 30/06/2012

Recentemente, tenho visto MUITOS filmes extraordinários, que me obrigam a colocá-los no meu TOP 10 de filmes favoritos. Mas, com o tempo, acabou não sobrando espaço para diversas obras. Então, qual saída eu encontrei? Colocar mais de um filme em cada colocação. Então, a partir de hoje, uma vez por mês, colocarei aqui a lista atualizada de filmes favoritos, com filmes a mais ou filmes a menos. Então, ai vai a lista da data em que posto esse texto: 30/06/2012. :D

1º Lugar.


 
Títulos: Clube da Luta e 2001: Uma Odisseia no Espaço. Mas é claro que Clube da Luta é superior, mesmo 2001 sendo uma obra-prima incrível e Clube dos Cinco um retrato de uma geração inteira, que consegue se manter extremamente atual até nos dias de hoje, além de ser bastante estiloso da sua própria maneira.

2º Lugar.



Títulos: Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, Ilha do Medo e Cães de Aluguel. Brilho Eterno consegue ser o melhor filme romântico que já vi, além de ser extremamente inteligente não só no roteiro, mas nas sutilezas de sua produção simples mas extremamente funcional; Ilha do Medo é memorável por ser narrativamente perfeito, além de possuir uma direção de arte magnífica e uma atuação sensacional de Leonardo DiCaprio, sendo para mim o melhor filme de Martin Scorsese; e Cães de Aluguel é um dos filmes mais divertidos que já vi, além de ser um marco na carreira de Quentin Tarantino por sua ousadia e inúmeras reviravoltas. Brilhante; e Donnie Darko, por sua complexidade e ousadia em ser extremamente inteligente e surpreendente a cada cena que é passada pelo filme.

3º Lugar.


Títulos: Super 8, Millennium - Os Homens Que Não Amavam As Mulheres e Speed Racer. Sei que os três são blockbusters, mas faço questão de colocá-los na terceira colocação do meu TOP 10, pois: Super 8, tirando uma cena bastante didática desnecessária, reflete a minha vontade ENORME de fazer um filme, além de ser uma baita homenagem a outra grande filme, que é E.T. - O Extraterrestre; Millennium pois possui personagens extraordinários e uma trama que mantêm o suspense e, portanto, a atenção do espectador até o fim, além de um epílogo brilhante que torna Lisbeth Salander uma personagem inesquecível; e Speed Racer, pois possuir a cena emocionante mais bem trabalhada que já vi, onde todos os acontecimentos do filme, todo o desenvolvimento dos personagens e todas as suas decisões, levam até essa cena, que acredito ter sido a que mais me fez chorar em minha vida.

4º Lugar.



Títulos: Pulp Fiction, 12 Homens e Uma Sentença, Laranja Mecânica e O Poderoso Chefão - Parte II. Pulp Fiction porque possui uma das melhores montagens de todos os tempos (e isso posso falar sem medo, pois de tempos em tempos aparece uma nova ordem para os fatos que ocorrem durante o filme); 12 Homens e Uma Sentença por eu não ter encontrado nenhum erro no filme, além dele fazer uma bela análise sobre o quanto vale a vida de uma pessoa, sobre como julgamos determinadas atitudes superficialmente e até onde o ser humano pode ir por conta de seu orgulho; Laranja Mecânica por fazer uma crítica social pesadíssima, nos perguntando: quem é pior - um bandido por ter feito um mal a sociedade ou a própria sociedade, que se pudesse tratava o bandido pior do que ele a tratou?;  e O Poderoso Chefão - Parte II por ser impecável em todos os sentidos e possuir um final simplesmente incrível.

5º Lugar.



Títulos: Magnolia, Alien - O 8º Passageiro, A Origem e Kill Bill. Magnolia possui a melhor atuação da carreira de Tom Cruise, numa cena sensacional onde ele expressa de maneira perfeita a indecisão de um filho perante os últimos momentos de vida do pai, além de uma montagem perfeita onde conta a história de inúmeros personagens sem se tornar cansativo e muito menos chato; Alien é um marco na história da ficção científica no cinema, pois passa uma sensação claustrofóbica extremamente semelhante a que os personagens vivem, além de possuir revelações finais extraordinárias e cenas de ação muito bem realizadas; A Origem por ser complexo e gerar discussões sobre o seu final e sobre a ideia principal: seria tudo um sonho ou não?;  e Kill Bill devido a sua montagem simplesmente incrível, trilha sonora escolhida a dedo por Quentin Tarantino (como se ele nunca fizesse isso) e um trabalho fenomenal por parte de todos os atores envolvidos.

 6º Lugar



Títulos: Táxi Driver e Scarface. Precisa explicar o porque deles estarem no meu TOP 10?

7º Lugar.
Títulos: Os Infiltrados e Watchmen. O primeiro por possuir um roteiro um tanto complexo e executado por Martin Scorsese de uma maneira que necessite de sua atenção total para que entenda o que está sendo passado na tela; e o mesmo para Watchmen, que até hoje vejo pessoas se queixando de que não entenderam o filme e o taxam (é com X ou CH?) de ruim por conta disso.
8º Lugar.
Títulos: Cloverfield - Monstro e Beleza Americana. Cloverfield é sensacional por possuir uma trama inusitada para a situação vivida pelos personagens, além de possuir uma narrativa bastante original (pelo menos para a época em que foi lançado, sendo que o seu sucesso desencadeou a fama de filmes sobre filmagens encontradas); e Beleza Americana por ser um filme maravilhosamente dirigido por Sam Mendes, com atuações memoráveis por parte de Kevin Spacey e da atriz que faz a sua filha (da qual eu não lembro o nome agora, como vocês puderam perceber) e diálogos incríveis.

9º Lugar


 Títulos: Bastardos Inglórios e Scott Pilgrim Contra O Mundo. Bastardos Inglórios por possuir personagens divertidíssimos e diálogos sensacionais, por mais prolixo que ele soe em determinados momentos, além de possuir uma narração em off completamente funcional e um estilo próprio; e Scott Pilgrim por possuir uma montagem excelente que auxilia diversas piadas também excelentes a funcionarem melhor ainda, sem contar de ser extremamente estiloso e cativante, além de ser um perfeito filme para pessoas que curtem jogos de video-game.

10º Lugar.


Títulos: Quase Famosos e Kick-Ass: Quebrando Tudo. Quase Famosos possui personagens extremamente carismáticos em uma aventura da qual nunca se sabe o que pode vir a acontecer, sem contar que possui um final emocionante e cenas cômicas completamente hilárias (destaco a em que o vocalista da banda, interpretado por Billy Crudup, isso mesmo, o Dr. Manhattan, pula em uma piscina de cima de uma casa e a do avião, quando passa por uma turbulência e todos, pensando que vão morrer, fazem suas declarações finais. Simplesmente sensacional); e Kick-Ass por ser inusitado, fazer questões sobre a sociedade interessantes, possuir personagens incríveis (e, claro, destaco a Hit-Girl, que por conta dela sou um grande fã da Chloe Moretz até hoje, me fazendo ir assistir a determinados filmes somente por conta da presença dela neles), um final com uma mensagem interessante e ser bastante original.

É isso. Com o passar do tempo, e eu adicionando mais filmes a lista, falarei mais um pouco sobre eles, mas não repetirei os textos sobre os filmes que já estão aqui.

Espero que tenham gostado.

Bruno Albuquerque. :)



quinta-feira, 28 de junho de 2012

O Didatismo.

Diversas obras, tanto cinematográficas quanto literárias ou até mesmo televisivas, cometem o erro do título desse post pesadamente: o didatismo. O que seria o didatismo? Você acabou de ser vítima dele, na primeira frase desse parágrafo. Ao dizer que o problema das obras é o título desse post, que você com certeza deve ter lido, logo em seguida esclareci do que se tratava: o didatismo. Viu? De novo ele ai. Só que, digamos, esse método foi o mais suave existente.


Alguns filmes, por exemplo, chegam a ultrapassar os limites, explicando tudo o que já está em tela. Até mesmo em filmes bons, como Missão Impossível - Protocolo Fantasma o didatismo aparece: note na cena em que a equipe de Ethan Hunt discute, a caminho de Dubai, o plano para pegar os códigos nucleares - Tom Cruise quase atropela uma cáfila, assustando a todos. Ao ver que sua equipe se acalmou do susto, Tom Cruise pega ar e diz:

- Hm, camelos!

... Perceberam a falta de necessidade da fala? O público já havia percebido que eram camelos, já havia percebido que eles estavam na pista, e que é errado, mas Tom Cruise (ou o roteirista do filme, não tenho certeza se foi um improviso) deve ter pensado que as pessoas possuem um alto grau de deficiência visual e não perceberam qual animal estava na pista, e achou completamente necessário dizer quais são.

E o que falar de Harry Potter? Com a exceção de O Prisioneiro de Azkaban e As Relíquias da Morte - Parte 1, considero todos os outros filmes regulares ou ruins. E quando me perguntam o porque, a primeira resposta que utilizo é: o didatismo. Basta parar para prestar um pouco de atenção, principalmente nos dois primeiros filmes, e perceber que sempre que alguém não sabe de alguma coisa, surge um personagem dizendo que sabe porque "viu em um livro" ou em "uma aula da McGonagall/ Flitwick/ Snape". E, para piorar a situação, quase sempre são dúvidas desnecessárias, que nada contribuem para a narrativa - sem contar que todas surgem de maneira forçada, nunca sendo natural.


Agora, dois exemplos recentes: Prometheus e Jogador Nº 1, um filme e um livro. Prometheus está sendo considerado por muitos um filme ruim simplesmente por não responder as questões que ele mesmo levanta. Mas, em outros momentos, ele explica tudo aquilo que já está claro. Como na cena em que o geólogo lança as esferas metálicas para escanearem o local - ele diz, enquanto vemos ela escaneando as paredes e o teto, que elas vão escanear o local inteiro e gerar uma imagem holográfica dentro da nave. Sendo que, em seguida, o diretor Ridley Scott faz questão de mostrar o holograma, na nave, sendo feito! Ele tinha duas opções: mostrar as bolas escaneando tudo, e em seguida o modelo holográfico na nave; ou simplesmente mostrava o geólogo explicando o que as bolinhas deveriam fazer e no que resultariam, sem mostrar nada (sendo que a primeira opção, obviamente, é a mais sensata). Sem contar na cena em que o capitão da nave vai até os aposentos da Dra. Shaw, simplesmente para falar TUDO o que já estava claro desde o início: [SPOILERS] que aquele planeta era uma base de testes de armas biológicas, que eles deveriam morar bem longe dali devido aos riscos, e blá blá blá [SPOILERS]. Não havia a menor necessidade dessa explicação.

Mas o maior exemplo de didatismo que eu consigo encontrar é o livro Jogador Nº 1, que sabota as suas próprias ideias. Mais tarde, postarei um texto abordando tudo isso de maneira mais clara no Nerdverso, mas dou uma pequena prévia aqui. No livro, escrito pelo roteirista do bobo Fanboys, Ernest Cline, as principais intenções são fazer referências a games, séries antigas e filmes dos anos 80. Mas a necessidade de Cline de explicar para quem não entendeu todas as referências feitas, dizendo o nome do programa/ filme/ jogo, de seu criador e do ano em que saiu chega a passar vergonha alheia. O momento que mais me incomodou foi quando Parzival e Art3mis vão a festa de aniversário de Og, e Art3mis pede ao barman uma bebida com um nome estranho. A bebida é a preferida de um personagem do filme Highlander. Se a referência se mantivesse ali, eu não reclamaria de nada, mas Cline parece sentir compulsão em esclarecer tudo (e quem leu o livro pode confirmar isso), e coloca a narração de Wade dizendo: "Essa bebida é a preferida de fulano, de Highlander, dirigido por fulano de tal, em ano tal." E, pra piorar, em seguida ele coloca os dois personagens conversando justamente sobre a bebida fazer parte do filme Highlander! É o cúmulo do didatismo.

Mas ai vem a pergunta: Por que o didatismo é tão ruim assim?


Por que ele te insulta. Um filme, por exemplo, querer explicar tudo para você dá a entender que ele acha não te acha inteligente o suficiente para sacar o que está em tela. Acredito que o principal motivo que leva os produtores/ diretores/ roteiristas a fazerem isso é o medo que eles tem do público geral falar para os conhecidos que o filme é ruim por não entendê-lo. E eles até que estão certos: um ex-colega de classe, em determinado dia, veio me dizer que Watchmen, o filme, era horrível. Perguntei a ele se havia entendido alguma coisa. Ouvindo a resposta "não", só pude rir pelos minutos que se sucederam. Um exemplo que aconteceu recentemente comigo mesmo: assisti Blade Runner, e não entendi diversas coisas. Mas nem por isso disse que o filme era ruim. Entretanto, o didatismo ainda é um insulto e ainda é um problema que não pode deixar de ser percebido até mesmo pelo público geral.

Um bom exemplo de "contra-didatismo".




A cena final de Tropa de Elite 2. Perceba como José Padilha utiliza um close aéreo, focado no Congresso Nacional, enquanto a narração de Wagner Moura diz: "Quem você acha que financia o Sistema? Isso mesmo." Sem explicar NADA, conseguimos captar a mensagem: o GOVERNO BRASILEIRO financia o Sistema. E quantas palavras José Padilha utilizou para falar isso? Nenhuma.

Espero que tenham curtido.

Abraço, e inteligência ao apreciar determinada obra,

Bruno Albuquerque. :)

quinta-feira, 14 de junho de 2012

O "Humor".

Acredito que não exista uma definição concreta que separe o humor bom do ruim. Podemos rir desde a mais simples gag física - como um tropeção, em Chaves - até uma piada mais exclusiva a um determinado grupo de pessoas - como Pierce Hawthorne, em Community, gritando "I'm a living god!", referência clara a "Quase Famosos", filme com Kate Hudson e Billy Crudup.

Mas se tem algo que me irrita é esse humor "politicamente incorreto" que vem se impregnando nos últimos anos, principalmente no Brasil. Xingar, ignorar e até humilhar as pessoas parece atrair não só atenção e polêmica, mas também um fiel público que lhe defende até a morte como "humor de verdade" ou até mesmo como "humor inteligente".

Sim, vou citar nomes. Então, se você se sentir ofendido ao ver que falei mal de algum ídolo seu da comédia, pode me mandar uma mensagem pessoal. Mentira, só posta um comentário ai embaixo mesmo.

Rafinha Bastos é o primeiro. Desde a sua infeliz piada sobre o bebê de Wanessa Camargo, parei para prestar atenção no sujeito. Soube de sua pedestre piada sobre estupro, aonde afirma que mulheres feias que foram estupradas deveriam agradecer ao estuprador por isso, e que o criminoso merecia um abraço. Primeiro: essa é a piada mais óbvia que alguém pode fazer sobre o assunto. Segundo: é desrespeitoso. "Ah, mas esse é o humor do Rafinha: ele esculacha mesmo." Ah, então se a mãe ou irmã dele tivesse sido estuprada, e mesmo assim ele tivesse feito a piada, você continuaria o respeitando?

Ai fui assistir ao "proibido" DVD dele. E, sério: para um comediante famoso, que afirma de 5 em 5 minutos que ali está sendo filmado o seu primeiro DVD, Rafinha Bastos parece não se esforçar para mostrar o seu melhor - que é o que eu acredito que um artista (independente de ser comediante, músico ou dançarino) deva fazer. Além disso, Rafinha soa burocrático, ao deixar claro que de timing nada entende e que não tem noção de como estruturar um show de stand-up, visto que ele simplesmente começa a falar de assuntos aleatórios, com uma pequena conexão entre eles.

"Mas Bruno, olhe só o título do DVD: A Arte do Insulto. Isso explica o porque das piadas grosseiras do Rafinha."

Explica. E explica também o quão preguiçoso ele é, já que fazer humor em cima da "desgraça" dos outros é a maneira mais fácil e óbvia de se arrancar risos alheios. Mas o que mais me incomoda em Rafinha Bastos é o fato dele ter deixado claro, em um de seus vídeos no Youtube, que é fã de Louis CK, um BRILHANTE comediante norte-americano.

Eis o vídeo.



Note como Rafinha, ao invés de fazer uma crítica as idiotices postadas em sites de fofocas, utiliza a chance que tem para simplesmente atacar aqueles que falam mal (e com razão) dele. No vídeo, ele apela para piadas sexuais, dizendo que a garota é "mal comida", que o rapaz tem "ejaculação precoce", e que quem não consegue atrair audiência para o site sofre penitências... enfim, vocês podem ver isso no vídeo. E isso tudo fica claro entre 02:40 e 02:54, onde o próprio Rafinha Bastos xinga o novo contratado e o chefe concorda com isso. Patético.

Agora, vejamos o vídeo de CK, que como falei, "inspirou" Rafinha a fazer seu vídeo.



Primeiramente: Louis CK utiliza a oportunidade de falar sobre a Igreja Católica para criticá-la, e para isso utiliza um acontecimento polêmico dela: os constantes abusos sexuais em crianças causados por padres. Além disso, CK questiona o porque de uma Igreja encobrir tudo isso, para logo em seguida fazer outra piada, agora sobre o controle mental exercido pela mesma. Como se não bastasse, Louis CK ainda fala sobre o dinheiro que a Igreja Católica ganha de seus fiéis e como é gastado, além de questionar implicitamente na piada sobre a "pureza" as coisas absurdas que a religião afirma ser verdade, e que as pessoas acreditam - e, com isso, afirma que a Bíblia é feita de... bem, assistam ao vídeo.

E o que falar sobre a piada final, em que Louis revela que foi abusado quando menor por um padre e uma lágrima desce pelo seu rosto? Simplesmente hilário.

Agora, voltando ao humor brasileiro...

Vejo muitas pessoas por ai louvando o Pânico! Na Band como se fosse uma filosofia de vida. E me pergunto se assim a humanidade ainda possui, por mais mínima que seja, esperança de melhorar. O Pânico! é exagerado, bobo e extremamente caricato. Reconheço que Eduardo Sterbiltch tem talento, mas ele o desperdiça no programa, fazendo um personagem sem nem um pouco de graça (sim, falo do Melhor do Mundo) e repetitivo.

E sobre Danilo Gentili, que alcançou fama total ao conquistar seu programa próprio na Band, também tenho o que falar mal, devido simplesmente a uma mera piada que este fez.

No dia em que Renato Russo estaria fazendo aniversário, Gentili postou isso em seu Twitter.

"Se Renato Russo usasse camisinha, hoje estaria fazendo aniversário."


Piada boba, óbvia e humilhante. E o que falar do vídeo em que ele, pago para falar sobre Chaves, simplesmente aproveita para fazer as piadas mais óbvias possíveis e que nada tem a ver com o seriado?

Se quiserem ver o vídeo, aqui está.



Mas, e o bom humor? Onde está?


Bem, a definição de bom humor varia muito de pessoa para pessoa. Alguns consideram a série Todo Mundo Em Pânico genial. Bem, as melhores paródias que já vi foram dirigidas e escritas por Edgar Wright. Ele criou estes três filmes, Todo Mundo Quase Morto (paródia de filmes de zumbi), Chumbo Grosso (paródia de filmes policiais) e Scott Pilgrim Contra O Mundo (um verdadeiro video-game vivo, baseado na tão genial quanto história em quadrinhos de Bryan Lee O'Malley). Todos sutis, bem montados e com o timing cômico perfeitos. Vale a pena conferir as três obras (e fiquem ligados, pois próximo ano tem filme novo de Wright).







Bem, esses são os melhores da atualidade no cinema. E na televisão?

O melhor seriado de humor que já vi. Com as melhores referências a filmes e outras séries. Com o mais inteligente humor. Com o melhor timing cômico. E com a dose certa de crítica social.

Pronto, acabei de resumir Community, esta série sobre um grupo de estudo formado por pessoas com as mais diferentes personalidades em uma faculdade comunitária. Todos que a assistem afirmam que é viciante. Sou a prova viva disso: vi duas temporadas completas em quatro dias.

Enfim, veja somente um dos vários melhores momentos da série.



Mas você pode não querer conferir tudo. Então, resumirei a minha opinião sobre um bom humor.

Para mim, bom humor é aquele que te faz pensar, e não algo instantâneo, feito para qualquer um rir. Bom humor é quando o autor pensa e repensa várias vezes para chegar no produto final, e você nota isso ao absorver a piada. Humor é quando você percebe uma pequena referência a algo que conhece, como ocorre bastante com Community. Humor não é algo exagerado, é simples, sutil e eficaz, como Chaves. Humor de verdade é aquele que de tão engraçado te faz memorizá-lo para depois repassar aos amigos. Humor é aquele em que não é necessária a desgraça de ninguém para o seu sucesso.

E acredito que os casos que considerei ruins acima não se utilizam dessas características. Infelizmente.

Bons risos a todos,

Bruno Albuquerque. :)

sábado, 9 de junho de 2012

A importância do conhecimento cinematográfico - ou "O que você perde sem isso".

Tema sugerido pelo amigo João Lucas Almeida.

Por ter escolhido ser crítico de cinema, estou fadado a ouvir reclamações de pessoas alegando que sou "arrogante", "me acho" e "reclamo de tudo". E essas mesmas pessoas tem a audácia de falar que Amanhecer - Parte 1, Transformers 3 e Os Vingadores foram filmes EXCELENTES (tudo bem que o último é realmente bom, mas está a léguas de distância de ser excelente). Não estou, ao afirmar isso, querendo dizer que sou superior por deter um conhecimento cinematográfico maior. Estou querendo afirmar que essas pessoas não podem achar que suas opiniões tem a mesma importância da minha, mesmo tendo ciência de que apenas falaram que "é bom" ou que "é ruim" e eu tendo escrito uma crítica extensa com diversos argumentos.

"Mas para que eu vou querer um conhecimento cinematográfico se do jeito que estou já me divirto o suficiente?"

Primeiramente: cinema vai além de diversão. Cinema é ARTE, e merece ser realizado com a mesmo talento, delicadeza e atenção que um escultor, pintor ou músico compõe sua obra.

Segundo: porque a assustadora maioria da população não enxerga além de 20% do que um filme tem a lhe propor. A prova disso são pessoas que dizem que "O Poderoso Chefão" é ruim porque dá sono; que é bonito Bella Swan acordar cheia de hematomas em Amanhecer (notem a agressividade de Edward na "cena de sexo" - ele espanca a garota), defendendo Edward ao falarem que "ele não se controla" (então vocês perdoam todos os espancadores de mulheres presos pela Lei Maria da Penha que alegaram não se controlar?); e que Transformers 2 é maravilhoso por refletir a ressurreição de Cristo na também ressurreição de Optimus Prime (mas ignoram um roteiro que sabota suas próprias ideias a cada minuto, um diretor que não sabe manter uma cena sem corte por mais de 10 segundos e explosões exageradas, além de furos - olhem eles de novo - no desenvolvimento das personalidades dos personagens).

Mas vocês podem ter a mesma linha de pensamento de meu colega no trabalho de ser nerd Rodrigo Gomes:

" Se eu fizer um curso de cinema ou de crítica, não irei parar de me divertir assistindo filmes para, instintivamente, analisar os detalhes deles para depois critica-los?"

Essa linha de pensamento do Rodrigo é correta por um lado. Não entendendo de cinema, você se decepcionará menos e se divertirá muito mais - mas, entendendo, você saberá apontar quando uma obra subjulga sua inteligência, faz uma ofensa ou é preconceituosa de maneira implícita ou extremamente discreta - como nos casos que citei acima -, ou poderá encontrar referências, mensagens bonitas escondidas ou entender que a expressão de determinado ator influiu bastante na história - como em Bastardos Inglórios, na cena do restaurante: quando Hans Landa pede um copo de leite para Shossanna, repare na expressão da atriz Marleen Maathuis, como se a lembrança de que essa foi a  mesma bebida que Hans tomou pouco antes de mandar seus homens executarem a família de Shossanna a tivesse empurrado para a frente. Um susto psicológico despertado por uma lembrança trágica.

Isso é cinema. Consegui ser claro? Espero profundamente que sim.

Mas para fechar esse texto de maneira com que eu me sinta confortável com minha argumentação, gostaria de falar sobre um filme que é ignorado - e muitas vezes maltratado - por quase todos: Speed Racer, uma pequena obra-prima que poucos conseguem compreender o seu valor.

Mesmo com a minha longa crítica, acho que não consegui explicar o porque de eu me emocionar tanto com o filme. Primeiramente, vamos ver a cena que tanto me emociona - já chorei com essa cena na casa de uma amiga da minha mãe, em frente a três garotas. Sério.


Se você assistiu ao filme, sabe muito bem o quão desenvolvida é a carga dramática do filme. Não notou? Deixe-me explicar, então.

Desde o início do filme, vemos o amor de Speed pelo seu irmão. Sempre querendo estar com ele, sempre assistindo as corridas dele, sempre imitando-o na escola. Inclusive, na própria escola, Speed escreve num cartão-resposta, ao invés das respostas, o nome do irmão. Após isso, o amor é abalado pela fuga de Rex Racer, e piorado com a sua morte. Depois, vemos que Speed, já adulto, mantêm esse amor, sempre levando uma foto do irmão consigo para as corridas, e nunca batendo o recorde de Rex de propósito, para sempre lembrar e respeitar a glória do irmão. Com o tempo, surge o Corredor X, e as suspeitas de que ele possa ser Rex. Após revelar não ser o falecido irmão do protagonista - e deixar claro que entende os sentimentos frustrados de Speed -, o Corredor X lhe dá uma lição que o faz manter o controle. Depois disso, temos a corrida final, aonde Speed se supera como corredor - em meio a diversos flashbacks de momentos chaves do filme (com um enfoque maior em cenas individuais com membros da sua família - cenas, essa, que enriquecem a já harmoniosa relação familiar entre os Racer) -, enquanto se emociona em meio a tudo isso. E, para elevar a carga dramática até seu ápice - e com isso, levar esse crítico que vos fala as lágrimas -, o roteiro brilhante dos Irmãos Wachowski nos faz uma revelação final sobre o Corredor X, e em seguida mostra Speed com sua família comemorando a vitória.

Mas, como o roteiro nos passou tão complexa ideia? De maneira gradativa, ao longo do filme, foi desenvolvida a relação familiar dos Racer - com um enfoque, como comentei no parágrafo anterior, no amor de irmãos entre Speed e Rex -, com uma MONTAGEM eficaz e extremamente dinâmica - note, entre 01:50 e 01:56 do vídeo, como, com um único corte na cena, o filme nos fala: "Olhe como ele era. Agora, olhe o que se tornou". Os efeitos visuais agilizam a narrativa, misturando no PRIMEIRO e no SEGUNDO PLANOS cenas de momentos distintos na linha temporal proposta pelo roteiro. Na cena do vídeo, perceba como a MIXAGEM DE SOM mescla também de maneira eficaz os sons DIEGÉTICOS e NÃO-DIEGÉTICOS (que os personagens escutam e o que somente o espectador escuta, respectivamente), com uma modulação perfeita entre a trilha sonora de fundo, as falas dos personagens e os sons da corrida. Perceba a sensibilidade e a humildade na atuação de Emile Hirsh (o Speed Racer), características ressaltadas durante todo o filme (destaco a cena em que ele, respeitosamente, rejeita a proposta de Royalton) pelo roteiro. E, por fim, note como tudo se encaixa na TRAMA: tudo o que foi mostrado durante o filme, nos leva a essa cena, onde tudo o que Speed passou parece influenciar na sua garra que resulta em sua vitória. E, para piorar a situação (e interprete a palavra "piorar" da maneira mais positiva possível), os Wachowski mostram, ainda com uma MONTAGEM e EFEITOS VISUAIS brilhantes, o sacrifício realizado pelo Corredor X para salvar a sua família, e em seguida mostram a família comemorando a vitória de Speed. Sem falas, sem expressões corporais ou faciais, os Wachowski nos disseram: "olhem o que ele fez pela sua família, e olhe só o que eles ganharam com isso". Brilhante.

Note as palavras em destaque no parágrafo anterior - a maioria estranha para um leigo cinematográfico, mas que influem bastante na sua experiência cinematográfica - e você nem percebe.

Se eu ainda não lhe convenci da importância do conhecimento cinematográfico para uma experiência mais aprofundada e produtiva - mesmo dando como exemplo uma experiência própria (e que experiência), gostaria de lhe pedir minhas sinceras desculpas, pois eu desisto.

Bons filmes a todos,

Bruno Albuquerque. :)

Ps: Por que raios eu fui rever esse video? Já tô aqui, enxugando as lágrimas de novo.


Ps2: Uma belíssima música de uma belíssima cena de Bastardos Inglórios. Só uma recomendação mesmo. :D



quarta-feira, 6 de junho de 2012

Religião

Esse é um assunto extremamente delicado, do qual sempre tomo bastante cuidado pra falar - sempre pensando umas três ou quatro vezes antes de argumentar sobre o assunto. Mas, recentemente, tenho visto diversas pessoas com posições frustantes perante tal assunto - e não falo apenas dos religiosos, mas também dos ateus e agnósticos.

O principal motivo para eu vir aqui escrever sobre o assunto é um ocorrido no Facebook nessa semana. Ao compartilhar esta foto em meu perfil, ocorreram os seguintes comentários:



Assustado com o ocorrido, um amigo meu (e colega de trabalho, rs) também comentou, mostrando sua opinião sobre. Detalhe: ele é ateu:


E, como podem ver, recebeu uma resposta um tanto inadequada. Pois bem...

Queria deixar bem clara a minha opinião sobre religiões. E quero deixar claro isso: religiões baseadas na Bíblia, ou Antigo Testamento 

Meu grande problema com as pessoas que seguem este livro é que elas não enxergam as claras evidências que a dita "palavra de Deus" foi escrita... pelo homem. Prova disso são passagens machistas, homofóbicas e violentas existentes no livro. Aqui vão alguns trechos que enriquecem a veracidade de meu argumento, começando pelo machismo:

Eclesiástico 25, 24: Foi pela mulher que começou o pecado, e é por culpa dela que todos morremos.

Colossenses 3, 18: Mulheres, sejam submissas a seus maridos, pois assim convém a mulheres cristãs.

''Como em todas as igrejas dos santos, as mulheres estejam caladas nas igrejas; porque lhes não é permitido falar; mas estejam submissas como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, perguntem em casa a seus próprios maridos; porque é indecoroso para a mulher o falar na igreja ''.  - I Coríntios 14:33-35

Por qualquer que seja a sua crença, a mensagem de que o marido é a única maneira de fornecer informação a mulher, de que não podem falar nas igrejas (ditas "casas de Deus), e culpando a mulher as nossas mortes é clara, e não pode ser negado que tamanha grosseria deveria ser pelo menos questionada por aqueles que propagam a "Palavra". 

Mas eles simplesmente continuam a divulgá-la, com a ordem de que "se é a palavra de Deus, deve ser seguida fielmente" impregnada na cabeça. Continuando, citações sobre homofobia:

1º Coríntios 6: 9, 10. “Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus. Assim foram alguns de vocês. Mas vocês foram lavados, foram santificados, foram justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus.”

Agora, chega ser engraçado que o seu Deus de amor e misericórdia eterna não se dispõe a acolher homossexuais - que nada de errado fazem, simplesmente amam quem querem amar - em seu Reino. Ok, postos esses fatos "na mesa", venho explicar minha opinião.

Acho que a visão de Deus que a religião possui está errada. Sim, acredito em Deus. Sou espírita, mas não considero o espiritismo uma religião, mas sim uma doutrina. Dizer que Deus te ama acima de tudo, que sempre estará ao seu lado e que ele será sempre misericordioso não soa coerente quando lembramos que esse mesmo Deus disse que iremos ao inferno se não cumprirmos alguma de suas leis. Leia o Levítico: as barbaridades ali encontradas me espantaram bastante. E só me fizeram reafirmar que a imagem que a Bíblia passa de Deus é extremamente errônea, incoerente e exageradamente... humana, já que o livro foi escrito por homens que, na época em que escreveram o livro, tinham visões extremamente pedestres sobre o próprio ser humano e seu modo de viver.

Essa visão pedestre do "modo de viver" infelizmente é passada por diversas igrejas (não estão generalizando nem acusando uma determinada, então você, religioso, que se ofendeu com isso, pouco pode dizer sobre o meu provável "ataque") para seus seguidores, tornando a mente deles extremamente fechada e com opiniões grosseiras a respeito das pessoas com costumes e crenças diferentes das delas.

Para criar um meio termo, gostaria de falar um pouco sobre os ateus. Também respeito bastante a escolha deles, pois tem muitos motivos para acreditarem que Deus não existe (assim como outras pessoas também possuem diversos motivos para acreditarem que Ele existe), mas tenho visto muitos deles se precipitando, ao visitarem páginas no Facebook que claramente defendem a existência de Deus e falarem que todos ali são idiotas ou burros por acreditarem em "um cara invisível com super poderes". Assim como os religiosos exagerados, essas pessoas não merecem meu respeito por estarem tomando atitudes prepotentes e irracionais, ao atacarem diretamente outras pessoas com opiniões diferentes, o que é um absurdo. Assim, elas acabam se igualando as pessoas que eles normalmente julgam: os religiosos exagerados. O que prova o meu seguinte argumento: independente do que a pessoa crê, o resultado daquilo nela vai depender única e exclusivamente dela - além, é claro, da capacidade de sua mente se deixar levar pelo o que os outros dizem. Depende muito do cada um, e vejo pessoas de ambos os "lados" cometendo erros extremamente parecidos, enquanto discutem sobre o assunto.

Respeito profundamente a opinião de cada um, e a escolha religiosa que possuem. Esse texto não é um ataque, ofensa ou qualquer tipo de agressão aos religiosos ou aos ateus - é apenas um esclarecimento sobre uma opinião pessoal criada em cima de determinados fatos observados durante determinado tempo, tanto na internet quanto na vida real.

Para terminar, gostaria de deixar BEM CLARO que eu respeito a escolha e as opiniões de todos. Agora, se tomarem atitudes errôneas, precipitadas ou ofensivas, podem ter certeza que tais atitudes não terão nem um pouco de apoio por minha parte, ainda mais se forem direcionadas a mim, como ocorreu no caso citado neste post.

Paz entre as diferenças,

Bruno Albuquerque. :)

terça-feira, 5 de junho de 2012

O crítico de cinema

O primeiro texto desse blog não poderia ter como tema outro além desse - a importância do crítico de cinema.

Sou amante da sétima arte desde os 6 anos de idade, quando, assistindo Homem-Aranha( de Sam Raimi) no cinema, entrei em pânico com aquele mundo maravilhoso. E, a partir dali, cinema se tornou a minha vida. Cinema se tornou meu nome do meio. Cinema se tornou minha religião. E ai veio, com a internet, a possibilidade de se tornar crítico de cinema - oportunidade essa que agarrei, a princípio, como hobby. Criticava por criticar(cheguei a dizer que Crepúsculo era ótimo e dar nota 9,5 para ele. Memórias que tento fingir que não existem...), e nunca parei para estudar teoria cinematográfica, como um crítico de verdade é OBRIGADO a fazer - obrigação essa que nós fazemos sem muita preocupação, devido a nossa paixão.

Mas ai comecei a amadurecer, e a notar que criticar um filme vai além de simplesmente falar se eu gostei ou não de determinada obra. Comecei a notar que filmes vão além de uma pequena historinha que nos é contada em torno de duas horas, apenas para nos divertir. Ou seja: comecei a apreciar o cinema como arte. E tudo isso graças a um filminho mínimo chamado Clube da Luta. Ao assisti-lo, me toquei de tudo. Me toquei que estava perdendo meu tempo apenas assistindo blockbusters - e, fazendo isso, nada aprendia sobre cinema -, e que deveria ir atrás de filmes que me ensinassem o que é cinema de verdade, o que é o cinema propriamente dito. E,então, comecei a comprar títulos notáveis: 2001 - Uma Odisseia no Espaço, Matrix, Kill Bill, Cães de Aluguel, Pulp Fiction, Ben Hur, Beleza Americana, Taxi Driver, Os Infiltrados, Ilha do Medo... e hoje possuo 70 títulos em minha coleção, sem contar os boxs especiais.

Fiz dois cursos em minha cidade, Fortaleza, de Linguagem Cinematográfica e Introdução a Crítica Cinematográfica, parte do Extensão Cinema. Li livros sobre teoria, como o Como Ver Um Filme, da Ana Maia Bahiana. Passei incontáveis horas, lendo e relendo críticas dos mais variados sites: Cinema em Cena, Cineplayers, Cinema Com Rapadura, entre outros. E hoje sou o que sou, escrevendo para o Blog das Resenhas, para o Nerdverso e, em breve, para o Movier. Pois bem...

Mesmo com pouco tempo de carreira( pouco mais de 3 anos), tive muitas discussões e desentendimentos por causa do que faço - alguns até com pessoas que eu gostava muito. Amigos já falaram, em tom grosseiro, que eu só sei "reclamar e falar mal de tudo"; já duvidaram - e muito - do meu conhecimento, alegando que eu não entendia de cinema por não ter visto determinado filme, ou por não gostar de outro; já riram de mim,  por elogiar com uma visível empolgação determinado filme; já fizeram ataques pessoais, dando como desculpa eu "achar tudo ruim", ou seja, usando o fato de eu me considerar crítico de cinema para fazer tal alegação; enfim, dá para imaginar o que eu já passei por fazer o que gosto.

Essas pessoas não entendem a nossa verdadeira importância. Não entendem que somos apenas eternos estudantes da sétima arte, com um olhar mais apurado e com um conhecimento maior - e, mesmo assim, ignoram completamente os nossos mais elaborados e convincentes argumentos, para apenas dizer "essa é sua opinião". Essas pessoas não tem inteligência suficiente para diferenciar opinião pessoal de opinião crítica, e sempre mediar ambas ao falar de determinada obra ou assunto. Não entendem que não servimos para falar mal de tudo - mas sim para ajudarmos a outras pessoas interessadas em cinema a adquirirem um conhecimento maior sobre o assunto, além de diferenciarmos o que é bom e o que é ruim no ramo cinematográfico (sempre deixando claro o porque de tudo, e nunca colocando gostos pessoais acima de nossas visões críticas).

Essa é a nossa função: ser um meio termo entre o cineasta e o público geral, sempre proporcionando uma ajuda a ambos e deixando claro o que é certo e o que é errado, sempre com o senso crítico em primeiro lugar e deixando de lado nossas opiniões pessoais. O cineasta e o público vivem nos irritando, seja com filmes ruins ou com comentários maldosos sem um conhecimento prévio do assunto ou um ponto de vista crítico apurado, mas sempre estamos lá tentando melhorar a situação, por mais grosseiros, arrogantes ou narcisistas que possamos parecer.

Mas ainda tenho esperanças de que tudo pode se ajeitar, por mais que eu saiba que isso é uma mera ilusão.

Bruno Albuquerque. :)

Então, do que vai se tratar mesmo??

Por muito tempo pensei em escrever sobre o que penso a respeito de determinados assuntos - ou situações pelas quais passei -, e a ideia de montar um blog somente para isso nunca saiu da minha cabeça. Arrisquei ano passado, postando um texto sobre os já comuns "fãs póstumos", devido ao aumento da atenção dada a personalidades após suas mortes (como Michael Jackson e Steve Jobs) em meu Tumblr, mas não foi algo que dera muito certo, já que o foco daquele blog era outro.

E sempre acompanhei o trabalho de Pablo Villaça, um grande ídolo meu cujas críticas de cinema sempre me inspiraram a adquirir mais conhecimento sobre o assunto e também a escrever minhas próprias críticas. Ele possui um ótimo blog pessoal, chamado Diário de Bordo, onde posta opiniões sobre acontecimentos, descreve situações rotineiras interessantes, entre outras notáveis postagens. Pois bem...

Sem querer disfarçar nem nada, gostaria de fazer o mesmo: um blog pessoal, onde postarei o que bem entender - quando bem entender, que isso fique bem claro -, mas sempre com um foco mais em cima do cinema e dos quadrinhos. Não, não postarei minhas críticas aqui. Elas continuarão aparecendo no Blog das Resenhas, no Nerdverso e no Movier.


Espero que se divirtam, curtam e comentem.

Abraço,

Bruno Albuquerque. :)